quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

extremamente feliz, mas achando um absurdo a situação

De volta a postar.....mas agora por um motivo bem grande. Se trata de um dos meus atores favoritos...um ídolo meu depois de Chaplin: Jerry Lewis.

Fiquei sabendo semana passada que ele irá receber um Oscar Humanitário no ano quevém.
Bem...devo dizer que eu acho o trabalho de Lewis incrível....sempre foi... Estou muito feliz! (mas tbm não sei se ele está tbm....). Creio que já o público achando o trabalho dele incrível, já é uma grande coisa!!! Sei que ele considera isso tbm.... Mas acho, que o fato da Academia dar os prêmios para os comediantes no fim da vida ou valoriza-los após da morte, é um absurdo devastador!!

Acho que devem ser considerados a carreira inteira, desde que se reconhece um grande talento. Lewis fez bonito desde o seu primeiro filme e brilhou muito mais que Dean Martin quando os dois faziam filmes juntos. Creio que se eu tivesse viva no ano em que os dois decidiram seguir em carreiras solo, eu daria graças a Deus, pois Lewis teria mais espaço, mais oportunidades em atuar e até cantar....coisa que muita gente achava que ele não sabia.

Esse prêmio tbm nem vai ser por sua carreira mas sim por seu trabalho humanitário em ajudar crianças com distrofia muscular. A conhecida Telethón (confesso que prefiro assistir o programa dele do que a do SBT). Nem a carreira vai ser considerada aí. Não sei se o trabalho humanitário dele é maior que sua carreira..mas pelo menos deveriam dar pelos dois.

Bem....eu amo muito o Lewis...desde 2002 aos meus 12 anos...e devo dizer que um talento como ele tinha, acho que era pra terem aplaudido e de pé ainda por cima.

A seguir, vai um vídeo que fizeram em homenagem a ele. Muito lindo e com a canção "When You Wish Upon a Star". Se ninguém acredita, é interpretada por ele mesmo!!!

É só.

o velho francisco

Já gozei de boa vida
Tinha até meu bangalô
Cobertor, comida
Roupa lavada
Vida veio e me levou

Fui eu mesmo alforriado
Pela mão do Imperador
Tive terra, arado
Cavalo e brida
Vida veio e me levou

Hoje é dia de visita
Vem aí meu grande amor
Ela vem toda de brinco, vem
Todo domingo
Tem cheiro de flor

Quem me vê, vê nem bagaço
Do que viu quem me enfrentou
Campeão do mundo
Em queda de braço
Vida veio e me levou

Li jornal, bula e prefácio
Que aprendi sem professor
Freqüentei palácio
Sem fazer feio
Vida veio e me levou

Hoje é dia de visita
Vem aí meu grande amor
Ela vem toda de brinco, vem
Todo domingo
Tem cheiro de flor

Eu gerei dezoito filhas
Me tornei navegador
Vice-rei das ilhas
Da Caraíba
Vida veio e me levou

Fechei negócio da China
Desbravei o interior
Possuí mina
De prata, jazida
Vida veio e me levou

Hoje é dia de visita
Vem aí meu grande amor
Hoje não deram almoço, né
Acho que o moço até
Nem me lavou

Acho que fui deputado
Acho que tudo acabou
Quase que
Já não me lembro de nada
Vida veio e me levou

domingo, 21 de dezembro de 2008

chico buarque - 1984


"Chico Buarque", álbum lançado em 1984, em um período bom para a história do Brasil que foi a despedida da ditadura e a entrada da democracia.

Dá para perceber ouvindo o próprio disco, que não tem aquelas músicas engasgadas e muito menos aquelas que foram meses e meses para poder escutá-las sem preocupações.
As duas principais músicas que retratam realmente a alegria estampada é "Pelas Tabelas" e "Vai Passar". A última foi feita especialmente para esse período.

Outras canções que gosto muito e que gostaria de citar é "Suburbano Coração", eu ouvi ela em 2006...no DVD de Chico "Bastidores" mas só fui ter esse CD em 2007. Além dessa ser a minha preferida, tem tbm "Mil Perdões" que retrata a mulher infiel e que faz o marido de tapete.
Tem a "Como Se Fosse a Primavera", "Samba do Grande Amor", "Brejo da Cruz" e "Tantas Palavras" que gosto tbm...e "Mano a Mano" com João Bosco. Tinha ouvido o clip mas creio que a música de estúdio é bem melhor.

Bem..até o próximo álbum.

vai passar

Vai passar
Nessa avenida um samba
popular
Cada paralelepípedo
Da velha cidade
Essa noite vai
Se arrepiar
Ao lembrar
Que aqui passaram
sambas imortais
Que aqui sangraram pelos
nossos pés
Que aqui sambaram
nossos ancestrais

Num tempo
Página infeliz da nossa
história
Passagem desbotada na
memória
Das nossas novas
gerações
Dormia
A nossa pátria mãe tão
distraída
Sem perceber que era
subtraída
Em tenebrosas
transações

Seus filhos
Erravam cegos pelo
continente
Levavam pedras feito
penitentes
Erguendo estranhas
catedrais
E um dia, afinal
Tinham direito a uma
alegria fugaz
Uma ofegante epidemia
Que se chamava carnaval
O carnaval, o carnaval
(Vai passar)

Palmas pra ala dos
barões famintos
O bloco dos napoleões
retintos
E os pigmeus do bulevar
Meu Deus, vem olhar
Vem ver de perto uma
cidade a cantar
A evolução da liberdade
Até o dia clarear

Ai, que vida boa, olerê
Ai, que vida boa, olará
O estandarte do sanatório
geral vai passar
Ai, que vida boa, olerê
Ai, que vida boa, olará
O estandarte do sanatório
geral
Vai passar

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

as cartas

Ilusão
Ilusão
Veja as coisas como elas são
A carroça
A dama
O louco
O trunfo
A mão
O enforcado
A dançarina
Numa cortina
O encarnado
A dançarina, o encantado
O encarnado numa cortina
O enforcado

Ilusão
Ilusão
Veja as coisas com elas são
O curinga
A noiva
O noivo
O sim
O não
O prateado
O cavaleiro
No seu espelho
Desfigurado
O cavaleiro, o prateado
Do outro lado do seu espelho
Desfigurado

Ilusão
Ilusão
Veja as coisas como elas são
A fortuna
A roda
O raio
A imensidão
O estrelado
O obscuro
O seu futuro
Embaralhado