domingo, 30 de dezembro de 2007

f • r • i • e • n • d • s


"F • R • I • E • N • D • S" - 1994
Sitcom que durou 10 anos (1994 - 2004), e que fez sucesso no mundo inteiro...
Ela enfocava o cotidiano de seis amigos de personalidades completamente diferentes de Nova York.
O elenco era:
Jennifer Aniston que era Rachel Green
Courteney Cox que era Monica Geller
Lisa Kudrow que era Phoebe Buffay
Matt LeBlanc que era Joey Tribbiani
Matthew Perry que era Chandler Bing
David Schwimmer que era Ross Geller
Bem...eu amo essa série pra caramba...não tenho todas as temporadas em dvd mas pelo menos as quatro primeiras eu tenho...rsrs
Eu tbm queria acrescentar um assunto que muitos fãs da séries ficam falando e discutindo que é sobre a volta de Friends...
Já eu gostaria muito pq seria muito gratificante ver os seis de volta...mas não como mais uma Sitcom porque essa já acabou e não volta mais..
Mas como filme...seria muito bom. Mas o elenco não quer voltar...mas deixo claro que um filme não seria uma completa volta de Friends. Só seria um filme que faria muito sucesso, óbvio..
Mas se o elenco não quer porque "quem vive de passado é museu", tudo bem. Eles que decidem...rsrsrs....
Flw!!

samba de orly

Vai meu irmão
Pega esse avião
Você tem razão
De correr assim
Desse frio
Mas beija
O meu Rio de Janeiro
Antes que um aventureiro
Lance mão
Pede perdão
Pela duração (Pela omissão)*
Dessa temporada (Um tanto forçada)*
Mas não diga nada
Que me viu chorando
E pros da pesada
Diz que eu vou levando
Vê como é que anda
Aquela vida à toa
E se puder me manda
Uma notícia boa

* versos originais vetados pela censura

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

olha maria

Olha, Maria
Eu bem te queria
Fazer uma presa
Da minha poesia
Mas hoje, Maria
Pra minha surpresa
Pra minha tristeza
Precisas partir

Parte, Maria
Que estás tão bonita
Que estás tão aflita
Pra me abandonar
Sinto, Maria
Que estás de visita
Teu corpo se agita
Querendo dançar

Parte, Maria
Que estás toda nua
Que a lua te chama
Que estás tão mulher
Arde, Maria
Na chama da lua
Maria cigana
Maria maré

Parte cantando
Maria fugindo
Contra a ventania
Brincando, dormindo
Num colo de serra
Num campo vazio
Num leito de rio
Nos braços do mar

Vai, alegria
Que a vida, Maria
Não passa de um dia
Não vou te prender
Corre, Maria
Que a vida não espera
É uma primavera
Não podes perder

Anda, Maria
Pois eu só teria
A minha agonia
Pra te oferecer

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

um vagabundo que nos fez feliz...(II)


Canto Ao Homem do Povo Charlie Chaplin
(Carlos Drummond de Andrade)
I

"Era preciso que um poeta brasileiro,
não dos maiores, porém dos mais expostos à galhofa,
girando um pouco em tua atmosfera ou nela aspirando a viver
como na poética e essencial atmosfera dos sonhos lúcidos,
era preciso que esse pequeno cantor teimoso,
de ritmos elementares, vindo da cidadezinha do interior
onde nem sempre se usa gravatas mas todos são extremamente polidos
e a opressão é detestada, se bem que o heroísmo se banhe em ironia,
era preciso que um antigo rapaz de vinte anos,
preso à tua pantomima por filamentos de ternura e riso dispersos no tempo,
viesse recompô-los e, homem maduro, te visitasse
para dizer-te algumas coisas, sobcolor de poema.
Para dizer-te como os brasileiros te amam
e que nisso, como em tudo mais, nossa gente se parece
com qualquer gente do mundo - inclusive os pequenos judeus
de bengalinha e chapéu-coco, sapatos compridos, olhos melancólicos,
vagabundos que o mundo repeliu, mas zombam e vivem
nos filmes, nas ruas tortas com tabuletas: Fábrica, Barbeiro, Polícia,
e vencem a fome, iludem a brutalidade, prolongam o amor
como um segredo dito no ouvido de um homem do povo caído na rua.
Bem sei que o discurso, acalanto burguês, não te envaidece,
e costumas dormir enquanto os veementes inauguram estátua,
e entre tantas palavras que como carros percorrem as ruas,
só as mais humildes, de xingamento ou beijo, te penetram.
Não é a saudação dos devotos nem dos partidários que te ofereço,
eles não existem, mas a de homens comuns, numa cidade comum,
nem faço muita questão da matéria de meu canto ora em torno de ti
como um ramo de flores absurdas mando por via postal ao inventor dos jardins.
Falam por mim os que estavam sujos de tristeza e feroz desgosto de tudo,
que entraram no cinema com a aflição de ratos fugindo da vida,
são duras horas de anestesia, ouçamos um pouco de música,
visitemos no escuro as imagens - e te descobriram e salvaram-se.
Falam por mim os abandonados da justiça, os simples de coração,
os parias, os falidos, os mutilados, os deficientes, os indecisos, os líricos, os cismarentos,
os irresponsáveis, os pueris, os cariciosos, os loucos e os patéticos.
E falam as flores que tanto amas quando pisadas,
falam os tocos de vela, que comes na extrema penúria, falam a mesa, os botões,
os instrumentos do ofício e as mil coisas aparentemente fechadas,
cada troço, cada objeto do sótão, quanto mais obscuros mais falam.
II
A noite banha tua roupa.
Mal a disfarças no colete mosqueado,
no gelado peitilho de baile,
de um impossível baile sem orquídeas.
És condenado ao negro. Tuas calças
confundem-se com a treva. Teus sapatos
inchados, no escuro do beco,
são cogumelos noturnos. A quase cartola,
sol negro, cobre tudo isto, sem raios.
Assim, noturno cidadão de uma república
enlutada, surges a nossos olhos
pessimistas, que te inspecionam e meditam:
Eis o tenebroso, o viúvo, o inconsolado,
o corvo, o nunca-mais, o chegado muito tardea um mundo muito velho.
E a lua pousa
em teu rosto. Branco, de morte caiado,
que sepulcros evoca mas que hastes
submarinas e álgidas e espelhos
e lírios que o tirano decepou, e faces
amortalhadas em farinha. O bigode
negro cresce em ti como um aviso
e logo se interrompe. É negro, curto,
espesso. O rosto branco, de lunar matéria,
face cortada em lençol, risco na parede,
caderno de infância, apenas imagem
entretanto os olhos são profundos e a boca vem de longe,
sozinha, experiente, calada vem a boca
sorrir, aurora, para todos.
E já não sentimos a noite,
e a morte nos evita, e diminuímos
como se ao contato de tua bengala mágica voltássemos
ao país secreto onde dormem os meninos.
Já não é o escritório e mil fichas,
nem a garagem, a universidade, o alarme,
é realmente a rua abolida, lojas repletas,
e vamos contigo arrebentar vidraças,
e vamos jogar o guarda no chão,
e na pessoa humana vamos redescobrir
aquele lugar - cuidado! - que atrai os pontapés: sentenças
de uma justiça não oficial.
III
Cheio de sugestões alimentícias, matas a fome
dos que não foram chamados à ceia celesteou industrial. Há ossos, há pudins
de gelatina e cereja e chocolate e nuvens
nas dobras do teu casaco. Estão guardados
para uma criança ou um cão. Pois bem conheces
a importância da comida, o gosto da carne,
o cheiro da sopa, a maciez amarela da batata,
e sabes a arte sutil de transformar em macarrão
o humilde cordão de teus sapatos.
Mais uma vez jantaste: a vida é boa.
Cabe um cigarro: e o tiras
da lata de sardinhas.
Não há muitos jantares no mundo, já sabias,
e os mais belos frangos
são protegidos em pratos chineses por vidros espessos.
Há sempre o vidro, e não se quebra,
há o aço, o amianto, a lei,
há milícias inteiras protegendo o frango,
e há uma fome que vem do Canadá, um vento,
uma voz glacial, um sopro de inverno, uma folha
baila indecisa e pousa em teu ombro: mensagem pálida
que mal decifras
o cristal infrangível. Entre a mão e a fome,
os valos da lei, as léguas. Então te transformas
tu mesmo no grande frango assado que flutua
sobre todas as fomes, no ar; frango de ouro
e chama, comida geral, que tarda.
IV
O próprio ano novo tarda. E com ele as amadas.
No festim solitário teus dons se aguçam.
És espiritual e dançarino e fluido,
mas ninguém virá aqui saber como amas
com fervor de diamante e delicadeza de alva,
como, por tua mão a cabana se faz lua.
Mundo de neve e sal, de gramofones roucos
urrando longe o gozo de que não participas.
Mundo fechado, que aprisiona as amadas
e todo o desejo, na noite, de comunicação.
Teu palácio se esvai, lambe-te o sono,
ninguém te quis, todos possuem,
tudo buscaste dar, não te tomaram.
Então encaminhas no gelo e rondas o grito.
Mas não tens gula de festa, nem orgulho
nem ferida nem raiva nem malícia.
És o próprio ano-bom, que te deténs. A casa passa
correndo, os copos voam,
os corpos saltam rápido, as amadas
te procuram na noite... e não te vêem,
tu pequeno, tu simples, tu qualquer.
Ser tão sozinho em meio a tantos ombros,
andar aos mil num corpo só, franzino,
e ter braços enormes sobre as casas,
ter um pé em Guerrero e outro no Texas,
falar assim a chinês a maranhense,
a russo, a negro: ser um só, de todos,
sem palavra, sem filtro,
sem opala:
há uma cidade em ti, que não sabemos.
V
Uma cega te ama. Os olhos abrem-se.
Não, não te ama. Um rico, em álcool,
é teu amigo e lúcido repeletua riqueza. A confusão é nossa, que esquecemos
o que há de água, de sopro e de inocência
no fundo de cada um de nós, terrestres. Mas, ó mitos
que cultuamos, falsos: flores pardas,
anjos desleais, cofres redondos, arquejos
poéticos acadêmicos; convenções
do branco, azul e roxo; maquinismos,
telegramas em série, e fábricas e fábricas
e fábricas de lâmpadas, proibições, auroras.
Ficaste apenas um operário
comandado pela voz colérica do megafone.
És parafuso, gesto, esgar.
Recolho teus pedaços: ainda vibram,
lagarto mutilado.
Colo teus pedaços. Unidade
estranha é a tua, em mundo assim pulverizado.
E nós, que a cada passo nos cobrimos
e nos despimos e nos mascaramos,
mal retemos em ti o mesmo homem,
aprendiz
bombeiro
caixeiro
doceiro
emigrante
forçado
maquinista
noivo
patinador
soldado
músico
peregrino
artista de circo
marquês
marinheiro
carregador de piano
apenas sempre entretanto tu mesmo,
o que não está de acordo e é meigo,
o incapaz de propriedade, o pé
errante, a estrada
fugindo, o amigo
que desejaríamos reter
na chuva, no espelho, na memória
e todavia perdemos
VI
Já não penso em ti. Penso no ofício
a que te entregas. Estranho relojoeiro
cheiras a peça desmontada: as molas unem-se,
o tempo anda. És vidraceiro.Varres a rua. Não importa
que o desejo de partir te roa; e a esquina
faça de ti outro homem; e a lógica
te afaste de seus frios privilégios.
Há o trabalho em ti, mas caprichoso,
mas benigno,
e dele surgem artes não burguesas,
produtos de ar e lágrimas, indumentos
que nos dão asa ou pétalas, e trense navios sem aço, onde os amigos
fazendo roda viajam pelo tempo,
livros se animam, quadros se conversam,
e tudo libertado se resolve
numa efusão de amor sem paga, e riso, e sol.
O ofício é o ofício
que assim te põe no meio de nós todos,
vagabundo entre dois horários; mão sabida
no bater, no cortar, no fiar, no rebocar,o pé insiste em levar-te pelo mundo,
a mão pega a ferramenta: é uma navalha,
e ao compasso de Brahms fazes a barba
neste salão desmemoriado no centro do mundo oprimido
onde ao fim de tanto silêncio e oco te recobramos.
Foi bom que te calasses.
Meditavas na sombra das chaves,
das correntes, das roupas riscadas, das cercas de arame,
juntavas palavras duras, pedras, cimento, bombas, invectivas,
anotavas com lápis secreto a morte de mil, a boca sangrenta
de mil, os braços cruzados de mil.
E nada dizias. E um bolo, um engulho
formando-se. E as palavras subindo.
Ó palavras desmoralizadas, entretanto salvas, ditas de novo.
Poder da voz humana inventando novos vocábulos e dando sopros exaustos.
Dignidade da boca, aberta em ira justa e amor profundo,
crispação do ser humano, árvore irritada, contra a miséria e a fúria dos ditadores,
ó Carlito, meu e nosso amigo, teus sapatos e teu bigode
caminham numa estrada de pó e de esperança."
→ Um vagabundo que me fez feliz...que nos fez feliz...
É nesse dia de natal que faz 30 anos de sua morte, uma fã incondicional como eu, queria fazer uma homenagem a essa pessoa, a esse mito, a esse pequeno vagabundo, palhaço, artista de circo, ditador, barbeiro judeu, operário de fábrica, bombeiro, rei, artista de teatro, barba-azul....
Enfim, tudo que é essa pessoa.....que tem só um nome: Charles.
Chas....obrigado por ter feito sorrir...e ainda continua...
Te Adoro!!!

cordão

Ninguém
Ninguém vai me segurar
Ninguém há de me fechar
As portas do coração
Ninguém
Ninguém vai me sujeitar
A trancar no peito a minha paixão
Eu não
Eu não vou desesperar
Eu não vou renunciar
Fugir
Ninguém
Ninguém vai me acorrentar
Enquanto eu puder cantar
Enquanto eu puder sorrir
Ninguém
Ninguém vai me ver sofrer
Ninguém vai me surpreender
Na noite da solidão
Pois quem
Tiver nada pra perder
Vai formar comigo o imenso cordão
E então
Quero ver o vendaval
Quero ver o carnaval
Sair
Ninguém
Ninguém vai me acorrentar
Enquanto eu puder cantar
Enquanto eu puder sorrir
Enquanto eu puder cantar
Alguém vai ter que me ouvir
Enquanto eu puder cantar
Enquanto eu puder seguir
Enquanto eu puder cantar
Enquanto eu puder sorrir

sábado, 22 de dezembro de 2007

desculpe o auê



"Desculpe o auê!
Eu não queria magoar você
Foi ciúmes, sim.
Fiz greve de fome
Guerrilhas, motins
Perdi a cabeça
Esqueça!"
---------> O comercial da rede Telecine para o filme "OO7 - Cassino Royale" de novembro desse ano.
Adoro ele e resolvi postá-lo.
É só...

construção

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

positivamente millie


Positivamente Millie (Thoroughly Modern Millie - 1967)
Filme de George Roy Hill. Com Julie Andrews (de "Mary Poppins" e "A Noviça Rebelde") e Mary Tyler Moore (de "The Dick Van Dyke Show" rsrs).
Um filme de comédia musical que eu particularmente adoro...mas não acho o melhor de Julie, claro. Pra mim só foi um quebra-galho pra carreira dela na década de 60. Porque nas próximas décadas da carreira dela até hj, veio filmes melhores...e piores...
Mas confesso que não chega aos pés dos seus anteriores "Mary Poppins" (Mary Poppins - 1964) e "A Noviça Rebelde" (The Sound of Music - 1966).
O filme enfoca a década de 20 e a personagem Millie interpretada por Julie, que é decidida em relação às decisões de sua vida e principalmente em trabalhar em um lugar digno em que consiga mais pra frente casar com o seu chefe.
Mas os seus planos de vida vão por água à baixo quando conhece uma moça chamada Dorothy, ou melhor, Miss Dorothy (Mary Tyler Moore) e um rapaz chamado Jimmy Smith (James Fox).
Bem...por trás desses dois amigos estranhos, há uma história e um plano. Só que Millie só vai saber disso no final...
Dorothy e Jimmy não tem intenções ruins...eles adoram a Millie mas vão enrolar ela de um jeito que ambos sairão vencedores do plano. Pois Millie é a vítima perfeita....
Outra vítima que eles conseguirão fisgar é o chefe de Millie, cujo ela qr se casar chamado Travor Graydon (John Gavin)...mas como disse, os dois amigos vão atrapalhar tudo...
Outra personalidade estranha que Millie irá conhecer se chama Muzzy (Carol Channing)..que tbm está junto com Jimmy e Dorothy no plano...
Mas agora o que os três tem em comum? Bem, eu não vou dizer senão vai estragar o final hehe.
Pra Millie eles só são amigos que tbm não se conhecem...mas como disse, não é bem assim..
Outro problema que surge para nossa heroína, é a própría síndica do hotel onde Millie mora chamada Mrs. Meers (Beatrice Lillie - este é seu último filme) que por trás é uma farsa. Ela sequestra as próprias residentes do hotel que são órfãs para torna-las em escravas para a empresa onde ela administra, de fogos de artifício.
O filme concorreu ao Oscar em seis categorias: Melhor atriz coadjuvante (Carol Channing); Melhor direção de arte; Melhor figurino; Melhor canção original (Thoroughly Modern Millie); Melhor som e Melhor trilha sonora adaptada.
Ganhou por Melhor trilha sonora adaptada.
Concorreu tbm ao Globo de Ouro em cinco categorias: Melhor atriz coadjuvante (Carol Channing); Melhor Filme comédia/musical; Melhor atriz comédia/musical (Julie Andrews); Melhor trilha sonora e Melhor canção original (Thoroughly Modern Millie).
Ganhou por Melhor atriz coadjuvante (Carol Channing).
É só...

desalento

Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu chorei
Que eu morri
De arrependimento
Que o meu desalento
Já não tem mais fim
Vai e diz
Diz assim
Como sou
Infeliz
No meu descaminho
Diz que estou sozinho
E sem saber de mim

Diz que eu estive por pouco
Diz a ela que estou louco
Pra perdoar
Que seja lá como for
Por amor
Por favor
É pra ela voltar

Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu rodei
Que eu bebi
Que eu caí
Que eu não sei
Que eu só sei
Que cansei, enfim
Dos meus desencontros
Corre e diz a ela
Que eu entrego os pontos

sábado, 15 de dezembro de 2007

midnight poison


Midnight Poison é um perfume da marca francesa (acho) Dior.
Sua cor característica é o azul e bem......pra explicar melhor, só vendo o comercial abaixo com a atriz francesa Eva Green (de "Os Sonhadores, "A Cruzada", "007 - Cassino Royale" e "A Bússola de Ouro").


cotidiano

Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã
Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher
Diz que está me esperando pro jantar
E me beija com a boca de café
Todo dia eu só penso em poder parar
Meio dia eu só penso em dizer não
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão
Seis da tarde como era de se esperar
Ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca pra beijar
E me beija com a boca de paixão
Toda noite ela diz pra eu não me afastar
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pra eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor
Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

xanadu


Xanadu (Xanadu - 1980).
Filme de Robert Greenwald. Com Olívia Newton-John (de "Grease") e Gene Kelly (de "Cantando na Chuva").
Um filme musical e sua história em si é meio cafona mas...é sobre uma deusa da música chamada Kira (Olívia Newton-John) que desce a Terra com a missão de ajudar dois amigos a construir algo que está prestes a mudar as suas vidas.
Esse projeto se chama Xanadu e ele é um lugar onde pessoas vão para ser livres ou fazer o que mais desejam.
Esse filme não foi tão bem de bilheteria nos EUA mas aqui no Brasil, pelo que eu sei foi muito bem. Aqui foi estreiado no natal de 1980.
Outras coisas que vale dizer sobre esse filme é que teve mais pontos ruins do que bons.
O orçamento dele não foi lá aquelas coisas e pra provar isso, a própria Olívia disse que quando eles começaram as filmagens, nem tinha terminado o roteiro ainda.
E por outro lado, as bombas das críticas. Muitos críticos chamaram Olívia de "lâmpada de patins", outros chamaram o filme de trash, e vale destacar um deles que disse isso sobre o filme: "In one word: "Xana-don't!"". Ou seja, "Em uma palavra: "Xana-não!"".
Já naquela época, achavam o filme muito brega e com uma história muito idiota e pra fechar com chave de ouro, o filme serviu de inspiração para a criação do agora famoso "Framboesa de Ouro" (Razzie Awards). Pois é...ele surgiu devido a esse filme.
Então com isso, o filme foi indicado a seis Framboesas incluindo para pior atriz (Olívia Newton-John), pior música (Suspended in Time), pior diretor (Robert Greenwald), pior ator (Michael Beck), pior filme e pior roteiro. Ganhou de pior diretor. E ainda por cima, foi indicado novamente em 2005, como pior musical pelo aniversário de 25 anos do prêmio.
Bem..pra mim antes era trash, hoje não passa de um cult "pobre".
É só.

deus lhe pague

Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
A certidão pra nascer, e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir
Deus lhe pague
Pelo prazer de chorar e pelo "estamos aí"

Pela piada no bar e o futebol pra aplaudir
Um crime pra comentar e um samba pra distrair
Deus lhe pague
Por essa praia, essa saia, pelas mulheres daqui

O amor malfeito depressa, fazer a barba e partir
Pelo domingo que é lindo, novela, missa e gibi
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir

Pela fumaça, desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes, pingentes, que a gente tem que cair
Deus lhe pague
Por mais um dia, agonia, pra suportar e assistir

Pelo rangido dos dentes, pela cidade a zunir
E pelo grito demente que nos ajuda a fugir
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir

E pelas moscas-bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir
Deus lhe pague

domingo, 9 de dezembro de 2007

chico buarque de hollanda nº4 - 1970


"Chico Buarque de Hollanda Nº4".
Álbum de 1970. Gravado em Roma em 1969 e lançado um pouco mais tarde, em 1970 no Brasil.
Como tinha dito no post de seu álbum anterior, esse disco não foi vendido muito bem.
Não sei se chega a ser pior que o da Itália...mas que não foi, não foi.
Não tenho esse álbum mas já ouvi algumas músicas e devo dizer que o "Agora Falando Sério" é a mais SÉRIA....rsrs... de todas. Você pode perceber que é uma retrospectiva de algumas de suas músicas anteriores (A Banda, Sabiá...) ..e fala totalmente o contrário do que dizia nas próprias. Isso é interessante.
Vale dizer tbm, sobre a música "Ilmo. Sr. Ciro Monteiro ou Receita pra Virar Casaca de Neném ", que Chico tirou de um acontecimento....quando sua filha Sílvia que nasceu no mesmo ano, ganhou de presente de seu amigo Ciro Monteiro uma bandeira de um time.....acho q do Flamengo. E como Chico torce pro Fluminense (acho tbm....que desconsideração....num saber o time que o ídolo torce rsrs), vamos dizer que ele aceitou por educação mas na vdd....o que ele achou mesmo tá nessa música rsrs
Esse álbum até que foi light em relação ao próximo de 1971. Esse próximo, é difícil falar sobre ele....só Chico pra dizer rsrsrs
É só...

mulher, vou dizer quanto te amo

Mulher, vou dizer quanto te amo
Cantando a flor
Que nós plantamos
Que veio a tempo
Nesse tempo que carece
Dum carinho, duma prece
Dum sorriso, dum encanto
Mulher, imagina o nosso espanto
Ao ver a flor
Que cresceu tanto
Pois no silêncio mentiroso
Tão zeloso dos enganos
Há de ser pura
Como o grito mais profano
Como a graça do perdão
E que ela faça vir o dia
Dia a dia mais feliz
E seja da alegria
Sempre uma aprendiz
Eu te repito
Este meu canto de louvor
Ao fruto mais bendito
Desse nosso amor

domingo, 2 de dezembro de 2007

o circo


O Circo (The Circus - 1928).
Primeira de todas as obras-primas de Chaplin em que ele ganha o Oscar (Antes só conhecido como Academy Awards) em 1929.
Dirigido, escrito e protagonizado por Chaplin, esse filme é lindo demais....tem um final que pra mim é de seus melhores.
Esse filme mostra a confusão em que o Vagabundo, se mete até por acidente parar em um circo.
Sem saber, após de um tempo, ele se torna o astro do circo. E isso tbm revela que o personagem de Chaplin é engraçado sem querer....e de propósito, não funciona.
Eu sei que esse filme é maravilhoso, lindo e etc...mas cada podre que teve por trás....
Foi um milagre que ele tenha sido feito pois...:
- Houve um incêndio no estúdio do Chaplin. E o que o fogo não destruía, os bombeiros destruíram.
- Na cena final, linda de morrer com lindas carroças do circo saindo e o Vagabundo no centro, foi filmada várias vezes e na última vez, quando Chaplin vendo o copião ás 3 da manhã decidiu gravar a cena de novo só por causa que o chapéu do Vagabundo tava torto. Foram lá para regravar e descobriram que as carroças foram roubadas por um grupos de estudantes que queriam fazer uma grande fogueira.
Chaplin recuperou as carroças e conseguiu com êxito regravar a cena.
- E pra fechar com chave de ouro, Chaplin estava no período das filmagens em um enrolado e horrível divorcio com sua segunda esposa Lita Grey.
Ela fez feio com ele, tirou muito dinheiro dele, escreveu em forma de best-seller 42 tópicos que eram pra afundar Chaplin. Seus advogados ameaçaram confiscar o filme e Chaplin o escondeu, parou a filmagem durante 9 meses e foi para Nova York buscar ajuda a um advogado e pra piorar, sofreu um colapso nervoso.
Esse problema aconteceu por um dos motivos ser esse: Chaplin tinha um caso com a co-protagonista do filme chamada Merna Kennedy e justo essa, era amiga de Lita.
Outros motivos era que Chaplin deixava Lita sozinha cuidando dos filhos enquanto ele.....................seja lá o que for.
Chaplin relançou esse filme em 1970 com trilha sonora feita por ele em 1969.
E ao longo da década de 70 até sua morte em 1977, ele iria relançar todos os seus filmes. (Exceto "Em Busca do Ouro" de 1925, que foi editado em 1942)
Ele nem menciona esse filme em seu livro biográfico de 1972 pelos problemas citados acima.
Mas esse projeto de restauração do filme, fez com que Chaplin se reconciliasse com ele.
É só...

cara a cara

Tenho um peito de lata
E um nó de gravata
No coração
Tenho uma vida sensata
Sem emoção
Tenho uma pressa danada
Não paro pra nada
Não presto atenção
Nos versos desta canção
Inútil
Tira a pedra do caminho
Serve mais um vinho
Bota vento no moinho
Bota pra correr
Bota força nessa coisa
Que se a coisa pára
A gente fica cara a cara
Cara a cara cara a cara
Bota lenha na fornalha
Põe fogo na palha
Bota fogo na batalha
Bota pra ferver
Bota força nessa coisa
Que se a coisa pára
A gente fica cara a cara
Cara a cara cara a cara
Tenho um metro quadrado
Um olho vidrado
E a televisão
Tenho um sorriso comprado
A prestação
Tenho uma pressa danada
Não paro pra nada
Não presto atenção
Nas cordas desse violão
Inútil
Tira a pedra do caminho (etc.)
Tenho o passo marcado
O rumo traçado sem discussão
Tenho um encontro marcado
Com a solidão
Tenho uma pressa danada
Não moro do lado
Não me chamo João
Não gosto nem digo que não
É inútil
Tira a pedra do caminho (etc.)
Vou correndo, vou-me embora
Faço um bota-fora
Pega um lenço agita e chora
Cumpre o teu dever
Bota força nessa coisa
Que se a coisa pára
A gente fica cara a cara
Cara a cara cara a cara
Com o que não quer ver

sábado, 1 de dezembro de 2007

pois é

Pois é
Fica o dito e o redito por não dito
E é difícil dizer que foi bonito
É inútil cantar o que perdi

Taí
Nosso mais-que-perfeito está desfeito
E o que me parecia tão direito
Caiu desse jeito sem perdão

Então
Disfarçar minha dor eu não consigo
Dizer: somos sempre bons amigos
É muita mentira para mim

Enfim
Hoje na solidão ainda custo
A entender como o amor foi tão injusto
Pra quem só lhe foi dedicação

Pois é, e então...